Arquivo do mês: maio 2009

Feels like home.

Ando sentindo saudade demais de casa. E isso inclui mãe, pai, irmão mais novo que me ama muito mas ainda não sabe, cachorra, vó, tio, tia… tudo. Mas não só disso, acho que eu sinto saudade de quando eu ficava lá o tempo todo, perto de todo mundo. De pular em cima do meu irmão, de pedir pra ele aprender alguma música nova no violão. Saudade de ouvir as piadas da minha mãe e demorar horas pra entender. De ouvir meu pai recitar “Batatinha quando nasce” na sua versão em inglês, que não faz sentido nenhum. Saudade de quando eu via meus amigos de “desde sempre” todos os dias. De comer Fofy vendo desenho, e ir narrando o que eu ia fazer: – “agora eu vou comer a perna, e você, Bruna?” – “ah, eu também!”. Saudade da Loira, da Luna, da Bixa, da Cê… das minhas meninas que agora moram longe e que não vejo nunca. De quando minha mãe me levava pra escola, pro inglês e pra casa ver tv. De quando eu não precisava pensar “ai meu Deus, o que é que eu vou fazer da minha vida agora?”.

Não quero crescer. Posso ser criança pra sempre?

E pra mim faz sentido, esse post combina com essa música: Newton Faulkner – Feels like home

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Energia elétrica

– Mãe, mas e agora? Preciso ir ao banheiro e tá sem força!
– E daí? Leva uma vela.
– Mas… a descarga vai funcionar?

E foi nessa hora que minha mãe viu como eu não sou muito inteligente.

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Das coisas que eu não sei.

Não sei como escrever pros outros. Não sei como ser lida. Não sei se alguém sabe ou consegue me ler. Acho que certas pessoas são feitas para serem lidas, outras não. Se eu sou uma delas? Não sei. Mas não custa nada tentar.

O que pra mim faz sentido, como é normal, pra muita gente não faz. Mas o problema é que não sei  me expressar muito bem, não sei explicar como as coisas se encaixam na minha cabeça. Mas, de novo, não custa nada tentar.

Então aqui vou eu, tentar me explicar, me ler e me entender.

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