Arquivo do mês: novembro 2009

Tempo, tempo, mano velho

– Vem cá, Fefê, meu nenezão.
– Mas Nani, eu tenho 5 anos!
– É? Você tá velho então!
– Não tô! Você que é velha. Quantos anos você tem?
– Vinte. Eu já vivi várias vezes cinco anos.
– Uaaaaau! Vinte é dois, zero e zero, não é?
– Ô, menos aí! Tô velha mas nem tanto. Agora vem aqui pra eu te cutucar.
– Não vou, você tá usando a minha colher sem pedir.
– Mas quando eu era pequena, ela era minha. Eu não posso usar mais só porque cresci um pouco?
– Não, adulto não pode usar colher de criança!

Mal sabe ele que de adulto não tenho quase nada.
E não fez sentido, mas essa música tava na minha cabeça.

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